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Crepúsculo
(Twilight, 2008)

Por: Lucas Procópio Caetano

"Hardwicke entrega uma das fitas mais constrangedoras do ano!"

Vi o filme e tive que correr pra escrever a crítica, o que foi meio dificil depois do choque que tive: Ainda não consigo acreditar que Twilight foi dirigido pela Hardwicke. A mesma mulher que dirigiu o bom "Thirteen" e o ótimo "Lords of Dogtown" entrega aqui uma das fitas mais constrangedoras do ano!

Twilight não é uma adaptação do livro homônimo escrito por Stephenie Meyer, Twilight simplesmente não é uma adaptação e sim a tradução literal do livro pra tela, o que, infelizmente não foi um acerto.

O filme ridiculariza o que tinha pra ser ridicularizado no livro, constrói seus personagens baseando-se em estereótipos maniqueístas e não traz nenhum tipo de inovação aos filmes "teen". Coisa que havia sido quebrada em Juno, onde Jason Reitman foca a adolescência da forma que esta realmente é, contando com a tocante e certeira interpretação de Ellen Page e levando o sub-gênero ao Oscar.

Aqui não há espaço para nenhum tipo de aprofundamento na construção (se é que ela existe) dos personagens, tudo é feito de forma banal e apática.

Kristen Stewart impressiona com sua capacidade de se perder em cena, ela interpreta Bella, uma garota que muda de cidade para morar com o pai. Na escola acaba caindo de amores por Edward Cullen, colega de classes de biologia que mais tarde descobriremos ser um vampiro. Esse é interpretado por Robert Pattinson, o único que se salva dentre o péssimo elenco.

Meninas (e meninos?) podem suspirar a vontade, além de lindo ele incorporou o vampiro adolescente e acrescentou uma dose de carisma que enxe a tela toda vez que entra em cena. Ashley Greene que faz o papel de Alice Cullen também é carismatica, mas de resto, todos os outros núcleos contam com personagens e interpretes "sem-sal" que poderiam ser facilmente cortados do filme e apresentados mais tarde, nas sequencias que com certeza virão. Alias, muita coisa poderia ter sido cortada e/ou compactada... são 122 minutos que se arrastam e perdem facilmente o ritmo.

Tecnicamente o longa é uma vergonha! A fotografia extremamente artificial casa-se com uma edição sofrível e não menos que tosca e tiram o sentido e a emoção das cenas. Impossível não rir com os efeitos visuais com vampiros voando/correndo/escalando árvores feito esquilos, os cortes bruscos de uma cena para outra e os flashbacks que parecem ter saído de um videoclipe oitentista. Figurinos e maquiagem só ajudaram a escancarar os estereótipos e não são dignos de nota.

Artisticamente? Tudo é artificial demais, superficial demais!
A sequência do jogo de baseball ao som de Supermassive Black Hole do Muse é absolutamente fiel, tudo que foi escrito foi filmado, fato!

Foi feito única e exclusivamente para os fãs do livro que vão fechar os olhos, ou não porque minha irmã é fanática pela série e ficou chocada com a (falta de) qualidade do filme.
Espero que tenham aprendido com os tropeços desse pra que não repitam o desastre em New Moon, já confirmado pelos produtores. Que entendam que de vez em quando adaptar é bom.

Mas ainda vai ter gente que vai cair no choro com o manjado final que só não é pior porque Pattinson carrega a cena nas costas.

Desaconselhável para menores de 12 anos
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