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Ensaio sobre a cegueira e de longe um filme ruim, muito pelo contrário, independente da idéia original de Fernando Meirelles, o filme consegue incomodar com cenas fortes e ao mesmo tempo consegue ser muito bonito.
Baseado na obra homônima de José Saramago e adaptada para o cinema com roteiro de Don McKellar, dirigido por Fernando Meirelles (Cidade de Deus), conta a história de uma inédita epidemia de cegueira inexplicável que se abate sobre uma cidade não identificada. "Cegueira branca" - assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa - manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, rapidamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários à medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença. O foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde tudo aquilo que considera civilizado.
Vamos imaginar o seguinte, Ensaio sobre a Cegueira (O Filme) é um instrumento enviado por Deus para ser examinado por toda a humanidade e os Juizes do festival de Cannes são os Demônios que querem impedir que este material se espalhe tirando vantagem de suas influentes opiniões.
Foi cruel minha observação, mas olha o que um crítico Britânico do festival falou "não há espaço para a meditação, o que é um desastre para um filme cuja história pede que a sociedade recoste-se, respire e 'veja' o que está fazendo consigo mesma", meu Deus, se todos pensarem como este cara ai o mundo sô tende a piorar. Não é aquele filme que você vai sair do cinema dando pulinhos gritando: Estou Curado, Mas com certeza, se você tem um pingo de moral, vai te cutucar com uma pequena e difícil questão. Porque não tentar?.
Ótimas atuações, Ótimas mesmo, com destaque a Julianne Moore, Alice Braga, Yusuke Iseya, Gael García Bernal e Mark Rufallo, se eu estiver esquecendo outro pelo amor de Deus, me desculpem... A fotografia e surpreendente, abusando e usando na maioria das cenas a luz branca para nos fazer tão envolvidos quanto os cegos, somos apresentados a uma visão assustadora e apocalíptica, Literalmente... Ver São Paulo devastada, o minhocão cheio de fezes, papeis e sacos plásticos me fez aguçar os olhos. Mas no meio de tanto caos e tragédias, o filme também procura levantar o astral do telespectador com um pouco de humor, um humor que soa tão bem no longa e se aloja em momentos apropriados que em espaço algum destrutura seu desenvolvimento.
Não façam como alguns vão fazer, ir pela idéia dos críticos do Cannês que detestaram o filme, eles são todos uns bandos de frescos MotherFuckers que se sentiram enojados com a crueldade do longa, que se dane eles (com exceção de Sean Penn claro ^^), vá ao cinema e tire suas próprias conclusões.
Como sempre, li em muitas críticas que o livro e ainda mais forte, e que o pessoal que não o leu tem mais chances de gostar do filme... Bom, a julgar por alguns indivíduos que visitam o xcine e que não conseguem ler nem uma parágrafo de 5 linhas, posso concluir que estes não leram o livro, logo... chego a conclusão de que estes vão adorar o filme rsrs.
As Cruéis cenas de tortura incluindo as condições de estado do local onde residem cujo chão e coberto de mijo e fezes, a falta de atendimento médico, a falta de comida suficiente, o abuso dos mais ''malvados'' para com os inocentes, a falta total de higiene e a desvantagem de não poder enxergar se tornam ingredientes que vão incomodar fortemente o telespectador, Com o passar do tempo, damos importância a mais bens materiais, e passamos a ignorar as pessoas cometendo um grande preconceito, pela condição social, pela raça, sem ao menos conhecê-la. Nos ficamos cegos. Quando ficamos cegos, sem olhar para a pessoa, apenas percebemos o que ela pode fazer por nós, e que a única coisa que importa e que estamos bem com ela por perto mesmo não enxergando sua imagem. Nas cenas finais do filme isso fica bem claro, todos convivendo em harmonia depois de tanto sofrimento, conversando e interagindo uns com os outros, na luz ou no escuro tanto faz, ate no sexo, a diferença do amor e da transa enfim, tais ingredientes nos são apresentados de maneira clara como principal lição.
Recheado de cenas belas e que conseguem tocar o telespectador profundamente, Ensaio sobre a Cegueira deixa de ser apenas um filme dramático e se torna uma longa aula a favor da moralidade, destaque a cena em que A mulher do médico senta na escada e vê os cachorros de fome devorando um corpo morto, enquanto um cachorro se aproxima dela e começa a lamber seu rosto, ou da cena em que a chuva começa a cair e as pessoas começam a sair de seus esconderijos para se banhar da água, cara, essa cena trás uma simbologia muito, mas muito forte. ou da cena final nos últimos 3 minutos restantes, arrepiam demais de tão bonitas, deu vontade de chorar ;).
No final da exibição, umas 3 pessoas começaram a aplaudir, eu sou meio tímido, tentei entrar na onda mas não entrei, como os aplausos não se espalharam por uma maioria desmotivada, o publico caiu na risada...EU Também kkkk, mas mesmo assim eu associei este ocorrido com a mensagem do filme, e logo percebi que algo aprendi com este filme... você deveria tentar^^.
Se você não aguenta uma tortura psicológica, vá ver Mamma Mia!, um musical legal cujo a trama gira em torno de Quem engravidou Meryl Streep rs.
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