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Violência Gratuita
(Funny Games, 2008)

Por:
Eduardo N.

"E necessário ver nas entrelinhas para entender"

Em 1997 o diretor Austríaco Michael Haneke resolveu filmar um novo estilo de terror, sua idéia não se popularizou porem marcou e ganhou um publico que o consagrou junto com seu filme. O longa se chamava Funny Games tradução (Jogos Divertidos) traduzido aqui no Brasil como Violência Gratuita, este filme contava a história de 2 simpáticos jovens que sem motivo algum, decidem torturar uma família rica recém chegada numa bonita e pacata região.

Violência Gratuita (2008) trata-se de uma clara referencia aos instintos humanos, geralmente vamos assistir um filme de terror para ver sangue, ver mortes, ver violência, e ainda de maneira descarada torcer para o mocinho sobreviver certo?, podemos resumir o parágrafo acima e classificá-lo da seguinte forma : Somos loucos por violência. E o que gostamos de ver nos filmes, é dai que o diretor Michael Haneke puxa a genial idéia de nos fazer bastidores do ‘Violência Gratuita’ nos levando para dentro dele. Resumindo: Um dos torturadores, O personagem Paul (Michael Pitt) ora vira para a câmera e se comunica com o publico fazendo questionamentos como:

''Você acha que devemos parar de torturá-los?, não esperas um final plausível?!’’

Outra interessante e quando Ann (Naomi Watts) pergunta para um dos torturadores,

''Porque não nos mata?!''

 e ele responde,

''Não podemos nos esquecer do entretenimento''

Tais atos caem genialmente bem porem quebram a atmosfera realista que a atuação dos atores acaba criando.
Estas características criadas pelo diretor em busca de uma auto-crítica fria e sem medo da sociedade desenvolveu conseqüências que podem desagradar uma grande maioria que não vai engolir a moral da história. Mas infelizmente é o que acontece, os filmes de Hanake chegam desavisados e pelo trailer ou pelo pôster nos sentimos motivados a ver sem saber que, será necessário um pouco de sabedoria para entender sua moral.

Há também certa referencias criadas pelo diretor que parecem ser tiradas do filme ‘Laranja Mecânica’, A ausência do som e os cortes de edição que demoram a aparecer criam um clima que faz friar a alma dando facilmente a impressão de estarmos dentro do filme, não vivenciando, mas assistindo aquilo tudo.

Ótimas atuações do elenco, Naomi Watts (O Chamado), Tim Roth (O Incrível Hulk), Michael Pitt (Sonhadora) dão um show a parte, e claro, sem esquecer dos outros dois principais no elenco Brady Corbet e Devon Gearhart.

PS: Não há diferença deste Remake para a versão original, a única coisa que muda são os atores. Os diálogos, o roteiro, a edição, a fotografia, toda e a mesma, o que me dificulta entender então, porque diabos o diretor quis refilmar sua película sem alterar nada???.

desaconselhável para menores de 16 anos
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