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1 - Devido a pouca altura de Meryl Streep para viver Julia, as bancadas foram reduzidas, planos estratégicos de câmera foram aplicados e a atriz precisou estar sempre de salto alto. |
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AVATARES
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"Não é uma obra-prima, longe disso, mas é entretenimento de primeiríssima linha" |
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Como diz o próprio slogan do filme, Julie e Julia é baseado em duas histórias verídicas. O roteiro baseia-se em dois livros, um influenciado pelo outro, para fazer um engenhoso porém sutil crossover com as tramas da famosa cozinheira Julia Child e da blogueira Julie Powell. Powell se sentia estagnada e não conseguia terminar nada que começava em sua vida. Tudo mudou quando mudou-se para o Brooklin e decidiu criar um blog com o objetivo de postar suas aventuras culinárias baseadas nas 524 receitas de "Mastering the Art of French Cooking" escrito por Julia Child, isso tudo no prazo de 365 dias.
O roteiro usa isso para casar os eventos da vida de Julie com os da vida de Julia, nos anos 50/60, enquanto a última se aventurava em aulas de culinária durante sua estadia na França e tentava publicar o tal livro para donas de casa americanas que até então só cozinhavam enlatados. A narrativa segue-se quase que hipnótica e todo momento no filme é carregado de ternura e graça. O roteiro, juntamente com a direção, uma inspiradora fotografia que emula os deliciosos sabores das receitas e as duas impecáveis protagonistas, Meryl Streep e Amy Adams, são responsáveis por esta irresistível experiência. Não é uma obra-prima, longe disso, mas é entretenimento de primeiríssima linha, daqueles que conseguem trazer o espectador para seu pequeno universo. Há alguns elementos que poderiam ser evitados ou usados com mais cautela, como por exemplo a narração de Julie. É utilizado afim de mostrar a evolução do blog da personagens, mas na prática acaba criando ênfases desnecessárias. Muito se falou de Meryl Streep nesse filme, e é bem verdade que ela entrega mais uma de suas maravilhosas e encantadoras performances. Sua Julia Child até é um pouco caricata, mas repleta de nuances e Streep sabe quando tem de dar ao personagem uma dose de verossimilhança. Ótima. Mas isso não tira nem um pouco do brilho de Amy Adams. É bem verdade que a moça há muito vem interpretando personagens com bastante em comum, sempre os enchendo de doçura e certa inocência na composição. Porém, ela sempre atende a todas as necessidades dramáticas que lhe são incubidas e sempre entrega personagens adoráveis através de competentíssimas performances. Indicada 3 vezes ao Oscar como roteirista, Nora Ephron não faz feio na direção. Se alguns momentos beiram o óbvio, o correto, em outros ela surpreende com ótimas sacadas visuais - e um timing delicioso para comédia. Julie e Julia tem todos os elementos de um "chick flick", porém com um potencial de abrangência muito maior. É sim o típico filme para toda a família, daqueles entretenimentos que envolvem a platéia durante duas horas. Talvez até seja genérico, o que não é problema algum desde que seja acima de tudo um bom filme, e, felizmente, Julie e Julia é ótimo. |
"Muito Além de uma Terapia Ocupacional" |
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O filme tem um certo charme. Meril Streep só não rouba todo o filme, porque dois personagens masculinos foram bons também: Stanley Tucci e Chris Messina. A Amy Adams não fez feio, mas pelo personagem em si deixou uma dúvida: se uma outra atriz teria feito melhor. 'Julie e Julia' é um bom filme, mas que poderia ter sido ótimo se Nora Ephron tivesse enxugado um pouco. Não precisava se alongar. Nas cenas onde Julie cozinhava, eu ficava pensando em Juliette Binoche, de 'Chocolate'. Mesmo sem querer comparar performance, me perguntava se daqui a um bom tempo, eu ainda lembraria dela como da personagem de Binoche nesse filme. Ou mesmo em outras personagens que mostraram que a arte culinária também é um ato de amor e sedução. Como a Dona Flor, de 'Dona Flor e Seus 2 Maridos'. Esse é um lado que eu também gosto. O de cozinhar por prazer, e não por obrigação. Já com a personagem Julia, de Meryl Streep em certas cenas me levava a pensar nas paródias. Até tem uma no filme. Com certeza, sua personagem é de atrair charges & afins. Pela comicidade. Pelo porte. Agora, não tem como se encantar com ela. Meryl nos leva a não pensar em nenhuma outra atriz, nem muito menos em nenhuma das personagens que interpretou ao longo da carreira. Bravo! No tempo presente - 2002 -, temos Julie (Amy Adams) indo morar no Queens, com o seu marido, Eric (Chris Messina). Ela perdeu um emprego numa Editora, assim como não se viu motivada a terminar um romance. Indo trabalhar num Grupo de Apoio as vítimas do Wolrd Trade Center. Desencantada da vida, desestressa cozinhando. E entre provas e desabafos com Eric, nasce a idéia de um criar um Blog. Mais! De nele contar o seu novo Projeto: de preparar todas as receitas do livro de Julia Child. O 'Dominando a Arte da Culinária Francesa' (Mastering the Art of French Cooking). E por achar que tem Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA), Julie impõe a si um prazo: de em um ano para preparar as 524 receitas do livro. Paralelo a essa história, o filme recua no tempo, entre as décadas de 50 e 60. Julia (Meryl Streep) está chegando em Paris. Seu marido, Paul (Stanley Tucci), Diplomata fora designado para atuar na capital francesa. Julia fica encantada com tudo. Principalmente com a culinária francesa. Até porque, quando numa conversa com Paul sobre estar entediada, diz que adora comer. Brincadeiras à parte, Julia se propõe a aprender a cozinhar os pratos franceses. Assim se matricula no Le Cordon Blue. Se com o passar dos anos, o tempo não deu filhos a Julia e Paul, o amor que sentiam um pelo o outro, manteve acesa a chama até o final. Paul também foi um grande incentivador da esposa. Por esse seu lado profissional. Já Julie e Eric, tiveram uma pequena separação. Mas voltando logo às boas. Por ainda estarem começando a vida de casados, filhos ainda não estavam nos planos do casal. Tinham um gato. Eric também incentiva a esposa nesse seu lado profissional. Mas ainda reticente quanto a ela contar intimidades no Blog. Até o Chefe de Julie lhe pede que não fale dele no Blog. E aqui é algo a se pesar. Nós que escrevemos nessa mídia, de certo modo estamos falando de outras pessoas. Quando não são fictícias, invadiremos suas vidas. Faremos uma exposição delas. Sem nem perguntarmos se elas querem. Eu me coloquei mais no lugar da Julie, do que da Julia que se sentiu usada. Porque aqui eu analiso, descrevo a obra de alguém. Esse é um recado que a Nora Ephron deixa nesse filme. Fica como um alerta, para que nesse contexto, sejamos originais. Que mantenhamos nossa identidade. Que se alguém se sentir "usado" que veja que estamos junto nisso. Como viram, 'Julie e Julia' conta a história de duas donas de casas que descobriram na culinária as suas vocações. Ou através dela, já que lançaram livros. E o filme é baseado numa história real. Aliás, em duas histórias. Duas autobiografias de sucesso: 'Julie & Julia', de Julie Powell e 'My Life in France', de Julia Child com Alex Prud'homme.
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A história real de Julie Powell, novaiorquina que, ao perder o emprego no governo, decide cozinhar diariamente as receitas do livro "Mastering the Art of French Cooking", da renomada Julia Child, e narrar suas experiências em um blog.
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