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Recorde
16/02/2009
O novo Sexta Feira 13 tem dado o que falar nos EUA, o filme que marca o recomeço da franquia chegou em primeiro lugar estreando com 42,24 milhões de sexta a domingo, ja é a maior abertura de todos os tempos pro gênero terror.
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Lee | 27 / 01 / 2009 |
| Na boa, ja tava cansado desses filmes de terror fantasmagoricos, desde a casa de cera, filmes de psicopata não me assustavam mais, felizmente Sexta Feira 13 fez reviver o gênero que a tanto tempo estava adormecido, viva Marcus Nispel. | ||
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Sexta-Feira 13
Por: Lucas Procópio
14/02/2009
''As mortes são incríveis e sim, conseguem ser engraçadas pelo contexto e pelo timing''
Estereótipos de adolescentes fúteis, drogas, cenas de sexo e nudez gratuita, mortes a cada cinco minutos, clichês, sustos baratos, roteiro cheio de furos, diálogos manjados... enfim, um bom resumo do que é Sexta-Feira 13, novo filme da franquia de Jason Vorhees. Logo, todos esses elementos juntos formam um filme ruim, certo!? Errado! Absolutamente errado! Não poderia ser melhor e mais divertido o resultado do projeto que vem se arrastando entre novidades e adiamentos desde 2006.
Marcus Nispel, diretor de outro remake encomendado pela Platinum Dunes - O Massacre da Serra Elétrica, 2003 - faz uma deliciosa e empolgada homenagem ao gênero slasher e sobretudo, a uma das séries mais famosas do cinema. Todos os elementos básicos e característicos da série estão ali, dos esboços de personagem até a estética das mortes passando pelos esquematismos do roteiro, tudo nos remete a cinesérie.
Os créditos iniciais já nos dão uma idéia do que vem a seguir, alternando com os nomes da equipe técnica, takes da noite em que a sra. Vorhees foi decaptada. Vinte anos mais tarde, uma turma de jovens (o casal certinho, o nerd, e o casal que só pensa em sexo) vão para o meio da floresta atrás de uma plantação de maconha. Obviamente, depois de algumas risadas, cervejas e sexo, eles são brutalmente assassinados por um maníaco mascarado. Passam-se as semanas e não demora para que outro grupo de jovens apareça. Desta vez, vão para a cabana de um amigo rico onde pretendem transar loucamente, enxer a cara e usar todo tipo de droga ilícita que puderem, afinal estão no meio do nada e a polícia não se faz muito presente por ali.
Mudam os personagens mas não os estereótipos. Temos o bonitão sarado, riquinho e esnobe Trent (Travis Van Winkle) e sua namorada meiga e certinha Jenna (Danielle Panabaker); a amiga gostosa e maliciosa que desperta fantasias nos marmanjos, Bree (Julianna Guill); O casal atraente que só pensa em sexo, Chelsea e Nolan (Willa Ford e Ryan Hansen); Os amigos idiotas, um negro que a todo momento fala de sua cor de pele e um japonês nerd autor de brincadeiras infantis como estourar latinhas de cerveja próximo ao ouvido; Juntam-se a eles Clay, o arquétipo heróico, que está espalhando panfletos de "missing person" da irmã, que estava no primeiro grupo de jovens. Entre ele e Trent rola um atrito, o que deixa Jenna desapontada com o namorado e a faz criar um vínculo de amizade com o bom e destemido rapaz.
Algo de novo? Não, e ao mesmo tempo sim. Por mais batida e prevísivel que seja a história, ela se dá de maneira diferente e por vezes, acredite, imprevisível. Cabem aqui algumas inovações: a irmã de Clay, Whitney (Amanda Righetti), não morreu e foi aprisionada por Jason, que agora não é mais um zumbi que perambula pelas florestas sem pressa alguma. Mais rápido e ameaçador do que nunca, ele age como um caçador e se locomove através de túneis subterrâneos.
Até mesmo algumas mortes são difíceis de se prever quando e como acontecerão, o que gera alguns bons sustos.
As mortes são incríveis e sim, conseguem ser engraçadas pelo contexto e pelo timing, além de muito criativas. Temos olhos perfurados, machadadas no peito, gente sendo queimada viva e até mesmo mocinha sendo pendurada como se fosse roupa em loja - o que não deixa de ser, um mero artigo estético. Outra morte irônica se dá quando uma loira ganha um belo golpe de facão no topo da cabeça e, puxado para cima, o corpo não consegue ir além pois há uma ponte no meio do caminho, o que nos mostra o belo par de seios do cadáver. Impagável.
Entre mais um dos acertos está a volta do sexo e da nudez, com a ajuda do elenco, todos lindos, sarados e gostosos... e talentosos (!?) Pois é, como se não bastasse temos alguns destaques. Amanda Righetti está muito bem mostrando toda a agonia e o pânico de sua personagem e Travis Van Winkle tem um bom desempenho com seu papel que beira o cômico.
Ganha agilidade a condução de Nispel, que mostra muita empolgação e dedicação ao projeto. A fotografia de Daniel Pearl também chama atenção por ser um trabalho acima da média para filmes de terror.
Os roteiristas Damian Shannon e Mark Swift, os mesmos do divertido Freddy x Jason, fizeram uma mistura de elementos narrativos dos quatro primeiros filmes da série, atualizaram a trama para os dias atuais porém sem esquecer dos fãs, introduzindo uma boa dose de nostalgia e homenagens.
A cena em que Jason encontra sua famosa máscara de hockey pela primeira vez ganha um tom icônico e metafórico - uma de suas vítimas fica aterrorizada com seu rosto deformado, Jason por sua vez degola o pescoço do cara que cai no chão derrubando uma mochila de onde sai a máscara. O maníaco a observa caída no chão, segura em suas mãos e a coloca em seu rosto de costas para a câmera, quando se levanta, ele e consequentemente a platéia, o observam refletido em um espelho. Arrepiante, e para os fãs, chega a ser comovente. É exatamente o que aconteceu com a série e o que esse filme faz com a mesma: a cobre das vergonhas e dos deslizes pelos quais passou e a apresenta a uma nova geração, lhe dando uma nova cara, um novo rosto, ainda que este seja o mesmo de trinta anos atrás. Mesmo que agora esteja sendo colocada pela primeira vez, debaixo daquela familiar máscara de hockey está nosso querido e mortal Jason Vorhees.
(Ótimo)
É bastante irônico que o filme original da franquia sexta-feira 13 não tenha feito tanto sucesso quanto seus sucessores. O primeiro longo foi o único realmente bom filme, que tivemos nesta franquia. Temos um roteiro, temos personagens e facetas a serem desenvolvidas, e temos uma cronologia dramática. Os outros filmes são medianos para baixo. O máximo que Sexta-Feira 13 sempre teve em matéria de qualidade era os trailers, o assassino e a própria data a seu favor.
E quando foi escalado Marcus Nispel para direção do longa , confesso que fiquei mais tranqüilo. Nispel já tinha dirigido o excelente remake do Massacre da Serra Elétrica, filme que considero melhor que o original. E tinha provado seu talento em cenas de mortes, e também no ethos (caráter) dos personagens. Pena que aqui não comprova seu talento mais uma vez.
Na trama : tentando encontrar sua irmã desaparecida, Clay Miller resolve ir ao lendário acampamento Crystal Lake. Contra as recomendações da polícia e os avisos dos habitantes locais, Clay vai atrás das poucas pistas que tem, com a ajuda de Jenna, uma jovem que ele conhece entre um grupo de faculdade que pretende passar um emocionante final de semana no local. Mas, ao entrar nos domínios da floresta, eles estão prestes a encontrar o assassino que assombra Crystal Lake: Jason Voorhees.
Tudo de novo. Esse deve ser o pensamento da maioria dos espectadores que vão de novo. Como eu falei , Sexta feira 13 nunca foi um excelente filme , mas sempre se beneficiou graças ao “carisma” do assassino Jason. Duvido que um espectador não goste de ver as mortes de facão feitas por Jason.
E Derek Mears consegue fazer bem este lado de Jason. As pessoas acham que fazer o personagem é fácil. Mas se enganam. O trabalho de Mears é complicado. Ele tem que assombrar as pessoas com o olhar e sua imponência em cena. Destaco a cena em que Jason percebe o sumiço de um personagem na caverna.
O resto do filme é um equilíbrio de erros e acertos. As primeiras cenas do filme, realmente são fabulosas. O flashback do primeiro filme funciona muito bem no recomeço da franquia que Nispel propõe. E acerta em cheio em seus primeiros personagens. Logo nos primeiros quinze minutos. Nispel nos pega de susto com sua seqüência. Mortes, caráter desenvolvido em poucos minutos – como já havia conseguido em Massacre da Serra Elétrica - , e seqüencia de cenas de erotismo para conquistar o publico adolescente. Se o filme acabasse neste pouco tempo, provavelmente iria o descrever como maravilhoso. Mas isto infelizmente não acontece, e então nós temos os erros.
Nispel e seu montador são bem descuidados nas viradas de cena. E as mortes nunca são vistas claramente, pela rapidez com que o diretor nos mostra. E na segunda parte do filme o que Nispel conseguiu fazer em pouco tempo anteriormente, não consegue fazer agora. Os personagens não têm uma gota de carisma, e só queremos que Jason chegue logo e acabe com a festa. O único acerto realmente desta segunda parte é algumas cenas da caverna em que Jason percebe uma fuga, e a fotografia que se encaixa perfeitamente na trama.
Nispel mesmo nos fazendo um filme decepcionante, consegue propor um recomeço na franquia, algo que acho que o remake Hora do Pesadelo não irá conseguir. Provou seu talento em algumas cenas, e realmente nos trouxe a volta do tão “querido” Jason. Espero que o diretor continue a franquia, pois finalmente acho que Sexta Feira 13 se encaminha para um ótimo filme de terror.
(Ruim)

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