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2- Haviam rumores de que Matt Damon viveria o personagem James Kirk, o rumor foi desmentido depois que o diretor J.J Abrams disse que Damon era velho demais para o papel. 3- É o 11º filme da série Jornada nas Estrelas. Os demais foram Jornada nas Estrelas - O Filme (1979), Jornada nas Estrelas II - A Ira de Khan (1982), Jornada nas Estrelas III - À Procura de Spock (1984), Jornada nas Estrelas IV - A Volta Para Casa (1986), Jornada nas Estrelas V - A Fronteira Final (1989), Jornada nas Estrelas VI - A Terra Desconhecida (1991), Jornada nas Estrelas - Generations (1994), Jornada nas Estrelas - Primeiro Contato (1996), Jornada nas Estrelas - Insurreição (1998) e Nêmesis (2002). 4- Para J.J Abrams, apenas dois atores eram considerados para viver o vilão Nero, Eric Bana e Russell Crowe. 5- Primeiro filme de Zachary Quinto no cinema. 6- Leonard Nimoy, o Spock da televisão e de alguns filmes atua neste novo também, inclusive, e o primeiro filme em que os atores originais não participam com exceção de Nimoy. 8- É o 1º filme em que é dito o primeiro nome 'Nyota' da personagem Uhura. 9- Simon Pegg gravou as cenas com seu personagem em 5 semanas. 10- Chris Pine disse que se inspirou em Harrison Ford em Guerra nas Estrelas e Indiana Jones : Os caçadoras da arca perdida para que seu Kirk não parecesse uma cópia do original vivido por William Shatner. |
Introdução
Você, admirador ou não de Star Trek, não vou te enrolar, vou começar esta crítica dizendo o quanto gostei do que vi mesmo não sendo fã e assumidamente um ignorante a respeito da obra. Pouco sei dessa ficção, universo nerd então estou por fora, só não fui com os dois pés atrás porque acreditava na competência criativa do diretor J.J Abrams e dos responsáveis a escrever Transformers Alex Kurtzman e Roberto Orci.
Como já disse, não era fã da série Star Trek, o único filme que vi relacionado era o Nemesis e alguns episódios quebrados que passavam no canal 21, portanto não espere no texto que vem a seguir, comparações ou controversas com a história original, vou simplesmente avaliá-lo como qualquer outro filme, ate porque acredito que assim como existam milhares de Trekkers pelo mundo, existem também milhares daqueles de nova ou ate mesmo antiga geração que não acompanhavam os aventureiros da tripulação U.S.S Enterprise.
Sobre o Filme
O filme já começa empolgando com a equipe da U.S.S Enterprise sendo bombardeada Por uma misteriosa e gigantesca nave que surge através de um buraco negro, ate então o suposto vilão Nero (Eric Bana) não revela seus objetivos, querendo sem mais nem menos falar com o capitão da nave, depois de uma longa sequência de troca de ataques a destruição da Enterprise se torna iminente, o deixado como responsável da nave decide evacuá-la e fazer o (óbvio) sacrifício para destruir aquela gigantesca base e tentar ganhar tempo para que os sobreviventes incluindo sua mulher grávida Winona Kirk (Jennifer Morrison) consigam fugir a tempo, sim, o novo capitão bancando o ‘herói’ será papai, pai do popular protagonista James Tiberius Kirk (Chris Pine).
Mesmo não sendo familiarizado com a trama de ST, me pareceu obvio que aquele longo, emocionante e eletrizante começo seria um tiro certeiro no coração ou na mente daqueles que já foram ou ainda são fãs de Star Trek, eu me senti emocionado mesmo não entendendo muita coisa do que estava acontecendo, no desenrolar da trama, Pessoal, o clima e o humor certeiro, a realização das cenas e o carisma inicial de cada personagem apresentado incluindo Uhura, Kirk e o jovem Spock me prenderam muito a atenção e claro, da ótima atuação de seus interpretes.
J.J Abrams pra mim já é um dos melhores realizadores desta época, adoro Lost apesar da enrolação, Missão Impossível 3 foi o único dos três que realmente gostei e Cloverfield e um dos filmes de Monstros gigantes mais envolventes que já assisti, sem falar dos roteiristas que apesar de clichê, realizaram uma história carismática em Transformers, pra mim basicamente não tinha o porque Star Trek ser ruim, e o fato de Abrams revelar não ser um fã da série só me deixou ainda mais a vontade porque de alguma forma sabia que não seria aquela coisa que da a impressão de estar acompanhando pela metade, claro que os fãs (apesar de não serem os principais alvos segundo Abrams) vão ter seus momentos com cenas e falas simbólicas que fazem referência a série original.
Os efeitos especiais tem um pouco dos filmes catástrofes, Star Wars e aquele clima futurista com prédios, naves e planos de longa distância para vermos a imensidão das construções futurísticas, destaque pra cena em que vemos a nave de Nero perto da ‘antes’ Gigantesca Enterprise, parece um brinquedo perto de um avião, ou das cenas de tiroteios e explosões e cenários plenos embora o uso constante de Chroma Keys, as músicas temas que acompanham as cenas de ação e suspense também não são deixadas de lado, lendo aqui, lendo ali soube que foram reutilizadas alguns temas da série original, todas instrumentais, e se os efeitos especiais constantes ganham destaque com as incansáveis e emocionantes cenas de ação infelizmente o mesmo não pode ser dito aos efeitos sonoros que se limitam apenas em serem bons e nada de novo como visto em outros do gênero.
Mas como sempre digo, isso são só detalhes certo?, pouco interferem no resultado final do longa, Star Trek e um filme de ficção científica, ou seja, ignore as leis da física, ignore a existência de certos objetos e ignore as cenas mentirosas que estamos acostumados a ver em um filme de ação, ate porque um Blockbuster não tem obrigação nenhuma de parecer real, o exagerado funciona muito bem aqui e não há questionamento algum, Aliens, Fogo no Espaço, Monstros e outras digamos ‘banalidades’ fazem parte deste universo.
Os Personagens
Quanto aos personagens, eles me pareceram o forte do filme, tamanha a positividade de seus desenvolvimentos resultaram numa originalidade indiscutível, comentando com um grupo Trekkers na Internet a respeito do filme, pude perceber o quanto segundo suas opiniões, as novas personalidades não só se pareceram bastante com os originais como também foram aceitas e tomadas como mais carismáticas, talvez por terem mais a cara da geração jovem. Claro, não podemos falar dos personagens sem envolver seus apresentadores, os respectivos atores de classe B no mundo do entretenimento deram um show que na minha opinião, não merecem ser contrariados. Sem comparações, olhando apenas para o filme em Si.
Chris Pine que finalmente resolveu mostrar seu potencial criando unicamente um personagem cômico, cafajeste, sacana, corajoso e interessante do tipo que todo mundo ama, Zachary Quinto que deixou de lado o sinistro Sylar da série Heroes para viver um convincente meio Humano meio Vulcano dotado de disciplina e sabedoria, Eric Bana irreconhecível como o vilão Nero apesar de pouco marcante, Karl Urban como o indispensável Dr. MacCoy – (mancada não citar o restante da tripulação) Zoe Saldana como a charmosa Uhura, Simon Pegg o palhaço gênio, John Cho Hikaru o japinha estiloso e o jovem do sotaque russo engraçado Pavel Chekov (Anton Yelchin).
Não esquecendo também dos coadjuvantes, a presença do Spock da TV Leonard Nimoy, a irreconhecível e que me escapou da mente Winona Ryder como mãe do Spock e como mãe do protagonista Kirk, Jennifer Morrison da série House.
Conclusão
Meu lado nerd apesar de tudo o que viu não virou fã, mas meu lado pessoal adorou os personagens, adorou as cenas, e principalmente adorou o filme, o mesmo deve acontecer com você, que assim como eu, não é um Trekker.

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