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"Tinha tudo pra ser um ótimo filme" |
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Como seria ter um segundo corpo? Escolher nossa própria forma física, nossa própria aparência e interagir na vida real através dela como num simulador virtual (The Sims / Second Life)? Tais questões também levam a uma série de outras questões, furos que a humanidade talvez jamais se deixaria cometer. Esta é a premissa de Substitutos (Surrogates), adaptação dos quadrinhos de Robert Venditti e Brett Weldele que se passa num futuro próximo onde a humanidade está dividida. Enquanto uma parte aceitou viver com a tecnologia fazendo seus trabalhos diários, interagindo com outros surrogates, sentindo tudo através deles (substitutos), outra foi isolada em uma parte da cidade, onde la parecem ter voltado a estaca zero, sujos e vivendo em condições selvagens liderados por um homem conhecido como 'O Profeta' (Ving Rhames). Mas viver com os substitutos tem la suas vantagens, você sempre está bonito, embonecado, maquiado, perfeito... você é um robô, não corre o risco de morrer caso reaja a um assalto, seja atropelado ou assassinado... Ate agora, quando um misterioso assassino parece ter descoberto uma forma de matar não só os substitutos, como também os seres humanos que os controlam em casa. É ai que o detetive Tom (Bruce Willis) e sua parceira Peters (Radha Mitchell) entram no caso para tentar descobrir o autor dos assassinatos, porem essa busca pode levá-los a uma conspiração ainda maior. Como pode ver o filme tem uma estória interessante, mas em momento algum consegue utilizá-la como um instrumento de reflexão, já que em troca de situações mais realistas os roteiristas resolvem investir nos tiroteios, nas explosões, nas perseguições e coisas mais de filmes de ação, o mesmo problema visto no recente Gamer. (com exceção do drama pessoal vivido por Tom, que se sente perturbado pensando ter perdido sua esposa Maggie (Rosamund Pike) para os substitutos - Ja que está em momento algum parece querer se desligar de seu robô). Eu não li a HQ em que o filme foi adaptado, portanto não sei dizer se tais erros foram puxados dela. Como por exemplo, é possível que 90% dos humanos teriam se rendido facilmente a uma coisa tão artificial como esta (substitutos)? Como apenas Tom e Canter (James Cromwell) seriam os únicos a se tocar do quão mal esses robôs tem causado a sociedade? Como por exemplo a humanidade chegaria ao ponto de usar avatares ate em guerras? A que finalidades?, quais seriam as consequências se não apenas perda de material? Enfim, coisas tão mal planejadas que ficariam melhor se não tocadas. Por outro lado, 'Substitutos' consegue ser ate bem eficiente tanto nas cenas de ação quanto nos efeitos especiais, sem esquecer do ótimo trabalho de maquiagem que chega a surpriender como por exemplo, a maquiagem que rejuvenece incrivelmente os atores e a aparência velha, enrugada e suja dos humanos se desconectando de seus perfeitos avatares - leva a entender que eles ficaram tão viciados pelas máquinas que passaram a negligenciar as necessidades do próprio corpo. Mas se isso for motivo o suficiente pra você, vá ao cinema acompanhado ou não, compre seu ingresso, pegue uma pipoca e curta o filme... Será apenas uma sessãozinha light, divertidinha e facilmente esquecível. Ps1: não compre pipoca não, ta muito cara. |
"Gostaria de ter um seu?" |
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Só o fato de ter Bruce Willis no elenco, já me leva a assistir um filme. Uma lida numa sinopse, me fez lembrar de outros. Mesmo assim, assisti. E durante, veio sim fragmentos de outros. Pois não é que o roteiro não seja original, mas sim porque a idéia central é algo desejado pela humanidade. Indo além, creio que todos, em algum momento da vida sonhou em ter um substituto. Algo do tipo: enquanto ele encara um compromisso que não está muito afim de ir, você aproveita para fazer algo mais prazeiro. Acontece que em 'Substitutos' não é isso que acontece. Todos passam a viver trancados dentro dos quartos. Ora operando os seus substitutos, ora dormindo. Enquanto há uma vida fora dali para se viver, ficam controlando-os como um joystick. Mais! Escolhem como querem ser vistos pelos outros. Mas uma parte da população, não aceitou os robôs. Indo morar em áreas restritas. Quem idealizou os substitutos, foi um paraplégico. Seu sonho era de proporcionar àqueles que ficaram limitados fisicamente, a se verem correndo, andando... pelo substituto. E é aqui que eu entro nessa análise. Por ser cadeirante, e recente, eu recusaria! Porque a minha primeira vez na cadeira de rodas, transitando entre as pessoas, sentindo o sol sobre mim... Foi um renascer! Era, é isso que eu quero: em fazer parte da vida. Em viver, e não sobreviver. Dai, não vi sentido nessa "troca" em 'Substitutos'. Então, por que aceitaram? Ou, seria para que aceitaram essa vida vegetativa? Se nem pela casa, pelo quintal, andavam... Que prazer era esse? Estariam sendo dopados a isso? A lógica do terrorismo está em espalhar o medo. Os Estados Unidos, com o seu "Alerta Laranja" consegue manobrar uma massa considerável. No filme, a propaganda é maciça. Camuflada, mas certeira. Com medo de se contaminarem, com medo de se acidentarem... eles estavam dominados. Agora, se a violência urbana diminuíra drasticamente, porque seria que continuavam enclausurados? Ou, quem os queriam assim? Tudo seguia sua rotina... quando um substituto é morto na saída de uma boate. E com uma arma que matava também o seu operador. Ou seja, o humano que o controlava de dentro de um quarto. Dois agentes do FBI são convocados para resolverem esse crime: Greer (Bruce Willis) e Peters (Radha Mitchell). Com a ajuda de Bobby (Devin Ratray), um que não quis um substituto, mas que por ser um gênio da informática, não fora extraditado para as zonas restritas. Bobby não apenas descobre quem foi o assassino, como também que há alguém do FBI o acobertando. Greer sai à caça do atirador. Mas mais interessado naquela arma. Pelo o seu poder de alcance. Na investigação, não encontra facilidades. Nem pela única indústria detentora da criação dos robôs, nem dos militares. Nem também por um outro pilar controlador de mentes: a religião. No filme, na figura de O Profeta (Ving Rhames). E aqui pausa para uma outra reflexão. Que quando uma descoberta é visando uma melhoria em alguma sequela das pessoas, o investimento não é tão maciço como seria se ela tivesse outra utilidade. Como uma arma de guerra, por exemplo. Mesmo na farmaco, os investimentos maiores são para as drogas que causam dependência. Um exemplo disso foi com o Botox, a pesquisa inicial foi atropelada pelo culto à beleza estética. Em 'Substitutos' há ambas. Como a mostrar que a tecnologia, o grande vilão dela não é algo como o Hal 9000, ela ganha formas até de tranquilizantes. Quando o substituto de Greer é exterminado, e ele salvo por pouco... ele então decide agir. Sair da sua caverna... e lembrando um pouco do Mito da Caverna de Platão... Greer tentará mostrar o que realmente devem temer... Mesmo sendo um filme de Ação, o início é modorrento numa de mostrar que aquele mundinho era algo mesmo sem graça, sem calor humano. Depois cresce, nas perseguições... O elenco está afiado. O clima de tensão prende a atenção até o final. E Bruce Willis consegue levar o seu personagem, sem nos fazer lembrar de outros seus. O filme é bom! Eu recomendo! Agora, revê-lo, só quando passar na tv. |

Adaptação dos personagens em quadrinhos cuja história é passada em 2054, quando os humanos vivem em isolamento e interagem apenas e de forma indireta com robôs que são semelhantes aos humanos, mas melhor do que eles. Esses andróides substitutos fazem tudo sem que os humanos tenham de sair de casa. Nesse ambiente, um policial que há anos não pisa na rua, usa seu próprio robô susbstituto para investigar o assassinato de outros robôs cometidos por um terrorista tecnológico que pretende sabotar esse novo mundo perfeito.
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