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PREMIAÇÕES

Satellite Awards

Indicado a Melhor ator em Comédia musical : Mark Ruffalo

CURIOSIDADES

1 - Weisz aprendeu a tocar piano, violino, acordeão e break-dance, fazer malabarismos, fazer karatê, jogar pingue-pongue, banjo, monociclo, e ate mesmo andar de skate para o seu papel como Penélope.

2 -
O nome de Tom Cruise foi creditado, mas o ator não chegou a gravar cena nenhuma no filme, ocorreu porque na verdade, Cruise participou de longas reuniões e ate negociou participar do filme. Momentos depois sua empresa foi retirada da paramount, o que o impossibilitou seguir com o contrato.


3 - Joseph Gordon-Levitt Pode ser visto por um breve momento durante a cena no início do filme em um bar.

4 - Os três personagens principais são baseados em personagens de James Joyce's Ulysses (que por sua vez, baseia-se na Odisseia de Homero). Stephen é baseado em Stephen Dedalus, um jovem escritor inquieto em dois romances de Joyce. Bloom é baseado em Leopold Bloom, que está vagando em torno de Dublin, tentando encontrar a si mesmo e seu caminho de volta para sua esposa. Em 'Vigaristas', Bloom tenta encontrar seu destino, ate que finalmente conhece Penélope. Na Odisséia, Penélope é a esposa de Ulisses que espera por ele através de todos os seus cursos, de igual modo, aqui, Penélope espera por Bloom.

 

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Vigaristas


Por: Eduardo Maurício
22/10/2009


"Vale a conferida, principalmente para aqueles que buscam um filme leve, bonito e divertido ao mesmo tempo"

Orfãos desde a infância, os irmãos Stephen (Ruffalo) e Bloom (Brody) cresceram aplicando golpes em pessoas inocentes. Para Stephen, o mais velho, tudo não passava de uma aventura, um modo de sobrevivência e não desperdiçava a chance de escrever histórias sobre seu atos. Já para Bloom, o caminho era errado, mas não conseguia tomar um rumo próprio por se sentir sempre inseguro.

25 anos se passam e ambos combinam dar um último golpe, golpe este envolvendo a rica e solitária Penelope (Weisz).

O filme se divide em 6 ou 7 capítulos que ajudam a contar a trajetória dos Irmãos rumo ao desfecho de seu último golpe.

Com figurino de época embora os fatos se passem em tempos modernos, 'Os Vigaristas' cativa pela complexidade e simpatia dos personagens principais e, embora carregando um pano de fundo dramático, reserva a cada momento uma cena para fazer rir ao melhor estilo das comédias inteligentes.

O quarteto de protagonistas fazem um trabalho e uma química satisfatória, Enquanto Ruffalo vive o típico vilão bonzinho que aparentemente só se importa com ele, Brody vive o atormentado, confuso e inseguro, ao tempo em que Weisz cativa como uma mulher inocente e interessante – já Kikuchi rouba a atenção justamente por ser uma personagem curiosa e misteriosa - a típica 'fodona' na melhor das descrições. A todo momento nem entendemos por que motivos ela anda com os irmãos - pessoas tão diferentes dela.

Apesar do atraso para o lançamento nos cinemas (filmado em 2008), vale a conferida, principalmente para aqueles que buscam um filme leve, bonito e divertido ao mesmo tempo.




Vigaristas


Por: Valéria Miguez
01/11/2009


"A cena de um orgasmo dela (Weisz), é para ficar na história do cinema! E num Top Five."

Não sei se já comecei com um pé atrás.. O lance maior foi que o título original - The Brothers Bloom -, agregado ao mote principal da trama - dois irmãos trapaceiros -, me fizeram lembrar de um filme que eu amo, e que aliás preciso rever. É o The Blues Brothers, ou como é conhecido no Brasil, Os Irmãos Cara de Pau. Ai, começa o filme, e... Lá estão os dois irmãos usando um traje parecido... Bem, se foi uma homenagem do Diretor... Tudo bem! Então, resolvi focar apenas nesse, Vigaristas. Até porque, eu diria que os Bloons seriam uma versão elegante do Blues. Algo como, enquanto um aprecia um Hot-dog na carrocinha da esquina... os dois outros preferem os prazeres gastronômicos que o dinheiro fornece.

Antes de entrar na história do filme, uma diquinha. A de não assistirem esse filme com sono, nem após um longo dia de trabalho. Porque é uma longa, longa, longa história. Contada num ritmo bem lento. Talvez até para reforçar o marasmo na vida de dois personagens. Assim, vencido a sonolência inicial... a história agrada.

Em Vigaristas, primeiro ficamos conhecendo a infância dos dois. Órfãos, pulando de pais adotivos para outros. O que poderia ser um agravante para o caráter de ambos, mas não a causa. Pois no mais velho, a malandragem era nata. Como também seu posicionamento de líder. Creio que o carisma veio com o tempo. Anos de estrada, de observação. O caçula seria como um maria vai com as outras. Alguém que se deixava levar, pelo irmão. Dele, o que trazia de berço, era mesmo o romantismo. Amava o irmão. Mas o seguia mesmo por não ter muita força de vontade de escrever a sua própria vida. Preferindo ser o coadjuvante na vida do irmão. Esse, era o bon vivant!

Saindo da infância... Quem interpreta os Bloons são: Mark Ruffalo - que faz o irmão mais velho, o Stephen -, e o caçula, Bloom, por Adrien Brody. Se o nome não lhes é estranho, é porque ele foi o protagonista em 'O Pianista' Um filme que também quero rever.
Ao chegar aos trinta e cinco anos, num balanço de sua vida, Bloom cai numa crise existencial... Até que seria algo acertado, e para ambos. Bloom se não seguisse tanto o irmão, pelo temperamento, talvez já tivesse constituído uma família. Quem sabe até, tido um emprego decente. Mas havia algo mais que não o deixava cortar o cordão umbilical do irmão... Como uma dívida, e não de dinheiro.

Mas porque o irmão não o liberava dessa dívida? Por ser o parceiro ideal? O melhor pupilo? Alguém quem confiava de fato? Só haveria um jeito de deixar o irmão partir?

Stephen era muito carismático. Confiante, usava e abusava do seu poder de sedução. Mas sabia que alguém de aparência tímida - meio que de alguém carente -, como a do seu irmão caçula, para seus golpes, era sempre uma carta na manga. Não poderia descartar... Inteligente. Sua imaginação fértil o levava a traçar todos os detalhes dos golpes. Há uma fala dele que me leva a responsabilizar também quem cai em contos do vigário. Não que eu esteja tirando a culpa de quem armou, de quem praticou. A frase é essa:

"O golpe perfeito é quando todos os envolvidos recebem aquilo que queriam."

Stephen é quem sempre deu às cartas. Sabe que se deixar Bloom seguir sua própria vida, o seu castelo de cartas desaba. Por outro lado, cuida dele como um pai carinhoso. Sente-se culpado de que numa ausência sua, Bloom passou por um mau pedaço. Sendo esse também um motivo de tê-lo próximo a si. Nesse episódio traumático para Bloom, ao defendê-lo, fora como assinar um atestado de morte.

Com a crise, Bloom pede a separação definitiva. Stephen então lhe pede para continuar por mais um golpe. O que lhes dariam uma bela aposentadoria. Mesmo contrariado... Será mesmo? ...Bloom vai ver do que se trata. Viajam para os Estados Unidos. De um ponto estratégico, seu irmão, conta o plano já mostrando quem será a vítima.

Ela é uma milionária, bela e jovem. Que passou infância e adolescência presa em seu castelo, por conta de um diagnóstico médico, errado. Super entediada. Uma princesinha sonhando com um príncipe, montado em seu cavalo, vindo resgatá-la. Que a levasse a mundo de aventuras. Como podem ver, uma vítima perfeita aos planos de Stephen. Mais uma a corroborar a sua frase tese. Penélope. Quem a interpreta é Rachel Weisz. E dá um show!

Mesmo assim, Stephen fica preocupado. Por ter notado que Bloom aceitou por ter ficado encantado por Penélope. Pois era até então, a primeira vítima mulher. Para Stephen, aceitara até então, talvez por temer ver o irmão se apaixonando perdidamente pela vítima, e com isso, arruinando os planos. Mas para Bloom, esse trato veio como algo poético. Algo como: não trapacear com alguém frágil.

Frágil, a Penélope!? Eles não contavam com a astúcia dela. Bem, Bloom tinha presenciado quer ela era muito boa como baralho. Melhor até que o irmão. Porque ele não contou, ficamos na imaginação. Porque ver a cara do Stephen numa saída, reviravolta que ela deu num plano arquitetado por ele... É uma cena que vale a pena ver de novo!

Pois até então, era ele quem dava às cartas. E ela se mostrou tão astuciosa quanto ele. Ou teria sido por causa do dinheiro? Algo como - o dinheiro compra tudo. No caso dela, até a felicidade tão sonhada. Penélope tinha sede de aventuras. E agora tinha até um príncipe. De qualquer jeito, Stephen estava diante de uma forte candidata à liderança do grupo, e não sonhara com isso.

Gente! A cena de um orgasmo dela, é para ficar na história do cinema! E num Top Five. Eu amei!

Talvez para ganhar um tempo maior para ver se Bloom mudasse de idéia, e continuassem a parceria, ou até por querer que ficasse sob sua vigilância, pois apesar da idade e tamanho, Bloom mais parecia um menino indefeso... Foi que traçou como plano, uma caça à tesouros pelo mundo. Roubarem um objeto de valor ali, vendendo-o acolá... Por aí. Para Penélope soou como um acorde celestial. Para Stephen, era o som de muito dinheiro entrando.

Antes de virarem um quarteto, já existia um Trio. Com uma personagem enigmática. Talvez por também gostar dessa vida de aventuras pratocinadas por golpes em alguém, foi que Bang Bang (Rinko Kikuchi) se uniu aos Bloons. Talvez para Stephen, mais que por ela ser uma perita em explosivos, tê-la por parceira, o deixaria imune ao amor.

Na cola desses quatro, estava um Curador (Robbie Coltrane) de um Museu. Mais do tipo que preferia saber que uma obra de arte estaria melhor numa coleção particular. Claro que com parte dessa transação em seus bolsos. Assim, manter contato com os Bloons lhe rendia bastante dividendos.

Será que ganância demais desvirtua a atenção aos detalhes? Quanto à segurança pessoal... Como em acreditar que o outro não lhe passará a perna... Numa trupe de trapaceiros, como confiar plenamente no outro? E nesse filme, uma das tônicas são as reviravoltas nas armações.

Também um outro personagem os acompanhará. Diamond Dog (Maximilian Schell). Alguém do passados dos Bloons. Do tipo: seu pior pesadelo está de volta! Mas se Bloon quis de fato fazer um balanço da sua vida até então, teria que enfrentar também isso. Até para tentar tirar uma 'bagagem' que não era bem-vinda num novo recomeço.

E o final... Bem, tentando não correr o risco de spoiler... digo que muitos não deveriam prender, manter alguém que se ama, a título de protegê-lo, por tanto tempo. Mais, diria à eles: Viva, e deixem os outros viverem!

O filme é bom! Mas daqueles que vale a pena ver em DVD, em casa. A trilha sonora é ótima! Houve química entre os atores. Às locações escolhidas, a mim, já deixou uma vontade de rever o filme. Enfim, ou por fim, eu recomendo 'Vigaristas'.

p.s: Mesmo com o tal Conselho de Ética do Senado atual, e com tantos outros conchaves nessa política, que nos deixa irritados. Por um momento, abstraia o politicamente correto, para então curtir o filme.


Vigaristas
(The Brothers Bloom, 2008)
Gênero: Aventura - Comédia
Duração: 109 min
Origem: Estados Unidos
Estúdio: Paris Filmes
Direção: Rian Johnson
Roteiro: Rian Johnson
Produção: Ram Bergman produtor, James D. Stern produtor
Estréia: 15/05/2009 (EUA) 23/10/2009 (Brasil)

Sinopse:

Bem-vindo ao mundo de Vigaristas, onde enganar é uma arte e nada é o que parece. Os irmãos Bloom aperfeiçoaram suas vigarices através de anos de fraterno trabalho em equipe. Agora eles decidiram assumir um último e espetacular golpe: atrair uma bela e excêntrica herdeira e elaborar um esquema para levá-la em uma viagem ao redor do mundo.

Elenco:

Adrien Brody Bloom
Mark Ruffalo Stephen
Rachel Weisz Penelope Stamp

Rinko Kikuchi Bang Bang
Robbie Coltrane The Curator

Desaconselhável para menores de 12 anos
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