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"Estréia de ‘Batman’ levanta questão: o Coringa levou Heath Ledger à morte?" Esse foi o título da matéria publicada no site G1 do Globo.com postado no dia 19/07/2008, aliais, vou usar como base deste texto para debatermos este assunto. Quando o ator Heath Ledger foi encontrado morto em seu apartamento, em janeiro deste ano, Jack Nicholson reagiu com uma gargalhada à la Coringa e o seguinte comentário: “Eu o avisei!”. Agora, com a chegada de “Batman – O cavaleiro das trevas” (assista ao trailer) aos cinemas e a revelação da macabra atuação de Ledger como o Coringa, o comentário de Nicholson (que interpretou o vilão em 1989) se faz mais pertinente do que nunca. Para o público que confere o novo “Batman”, fica a inevitável pergunta: será que o Coringa levou Heath Ledger à sua trágica morte? Poucas semanas antes de sua morte por overdose acidental de medicamentos, Ledger revelou à imprensa que, durante as filmagens de “O cavaleiro das trevas”, tinha dificuldades para dormir à noite. “Não conseguia parar de pensar; meu corpo ficava exausto, mas minha mente continuava”, disse o ator em entrevista ao “New York Times” em novembro. O ator Aaron Eckhart, que atuou ao lado de Ledger no novo “Batman”, conta que o papel do Coringa teve um impacto negativo sobre o ânimo do colega. “Eu via Heath como um ator brilhante e também como uma pessoa muito alegre quando ele não era o Coringa, antes ou depois do trabalho. Mas atuar é algo que te consome totalmente e tenho certeza de que Heath teve de pensar em coisas que não eram sempre agradáveis”, disse Eckhart em entrevista ao G1 por telefone. “A piração é interna, não tem nada a ver com o personagem”, diz o psiquiatra e psicanalista Luiz Alberto Py, que nega a teoria de que o chamado “efeito Coringa” teria levado Ledger ao suicídio. “As pessoas têm problemas de dentro para fora, não de fora para dentro”, argumenta o especialista. Personagens intensos “Kubrick era o tipo de pessoa que espremia o ator até que ele enlouquecesse, e quando o filme terminava, virava as costas. É claro que fui prejudicado; larguei minha alma naquele filme”, disse McDowell, em 2004, numa entrevista ao jornal britânico “The Guardian”. No cinema brasileiro, também há casos de atores que se deixaram levar pela intensidade de um personagem. Wagner Moura, por exemplo, descreve sua experiência na pele do célebre Capitão Nascimento como “um massacre psicológico”. “Foi a experiência mais louca que tive na minha vida”, disse o ator em entrevista ao G1. O ator e quadrinista Lourenço Mutarelli é outro que explorou os limites de sua saúde psicológica ao mergulhar num papel, no caso, o protagonista de “O natimorto” -- filme baseado na obra do próprio Mutarelli. “Na história, o personagem tem ataques epiléticos, e eu achei que era legal misturar as coisas, deixar que ele invadisse minha cabeça”, conta. Durante as filmagens, Mutarelli passou quatro semanas praticamente enclausurado em um quarto, atuando por mais de 14 horas por dia. “Não tinha mais vida e cheguei a emagrecer nove quilos. Depois de um certo ponto, quis ficar morando no set direto, achei que precisava sentir na pele a loucura do personagem, mas as pessoas começaram a ficar com medo.” A atriz pernambucana Hermila Guedes também enfrentou dificuldade para “sair do personagem” depois da rodagem de “O céu de Suely”, de Karim Aïnouz. “A volta para casa é dura; durante umas três semanas ainda me comportava como a personagem, olhava o mundo com os olhos dela, sentia o cheiro dela nos lugares. Era como se a vida não tivesse mais graça”, diz Hermila, que no filme divide seu nome com a personagem. Porém, tanto Hermila quanto Mutarelli e Wagner Moura afirmam que em nenhum momento temeram perder o controle da situação. “Sou um ator que gosta de se submeter a esse tipo de experiência, é o meu trabalho e faço com satisfação”, diz Wagner. “Interpretar um personagem intenso pode ser perigoso, mas só para um ator que já tem uma vida vazia ou que passa por um momento ruim”, diz Mutarelli. “Eu via Heath como um ator brilhante e também como uma pessoa muito alegre quando ele não era o Coringa, antes ou depois do trabalho’’ Os mais chegados em cinema conseguem imaginar quantas tomadas os atores são submetidos a gravar ate que uma cena sai bem, pode-se ficar ate um dia inteiro para filmar apenas 2 minutos de cena, e um tédio e é trabalho pra quem gosta realmente. Diferente de muitos que pensam que atuação e fácil...talvez, mas tem que ser bom e ter muita disposição. O mesmo caso de Wagner Moura, teve boatos de que ele teve que ser provocado a ponto de quase chorar de raiva para interpretar o capitão nascimento, da pra imaginar o que acontece por trás das câmeras??? Culpa do diretor?, do roteiro? Ou do ator que aceita a se submeter pela experiência?, |
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