Comédias sobre troca de corpos já se estabeleceram como um subgênero no cinema - e um dos mais tradicionais e rígidos em relação às regras adotadas para a estruturação da trama. Dito isso, a inovação que destaca Eu Queria Ter Sua Vida é a baixaria tipicamente masculina que reveste o esquema narrativo.
Dave (Jason Bateman) é o estereótipo do macho domesticado, que acorda às 3 da manhã para trocar a fralda dos gêmeos. Seu amigo Mitch (Ryan Reynolds) pelo contrário, está na casa dos 30 e não pode ser chamado de homem, vivendo de bicos como ator pornô e sexo casual. Não é preciso contar que eles trocam de corpos, fazem estragos na vida um do outro e, aos poucos, aprendem a importância de valores opostos e a valorizar o que já tinham em suas vidas... é? Porque é exatamente isso que acontece.
| PONTOS POSITIVOS |
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A escalação do elenco é acertadíssima, com Bateman e Reynolds se valendo do carisma para trocarem os papéis, já muito próprios e característicos de cada um. O diretor David Dobkin, experiente em conduzir tramas com duplas masculinas (Bater ou Correr em Londres, Penetras Bons de Bico), concentra boa parte da condução do humor nos atores.
| PONTOS NEGATIVOS |
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A fim de incorporar o espírito masculino, o filme acaba se excedendo nas grosserias gratuitas e é aí onde Dobkin se perde: o que deveria ser engraçado é apenas grosseiro. Logo, a previsibilidade e o esquematismo acabam prevalecendo, colocando no limbo dos exemplares ordinários do subgênero.
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