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Por: Eduardo Maurício
23/10/2011 |
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| PONTOS POSITIVOS |
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Gigantes de Aço é um daqueles casos em que se olha o trailer ou pôster e logo se duvida do potencial. Como poderia sair coisa boa de um roteiro que fala sobre rinha de robôs? Infelizmente, esse julgamento precipitado impedirá muita gente de mudar de ideia.
A história se passa em 2020, a humanidade tem agora uma nova forma de entretenimento - O boxe robótico.
Este novo esporte porém é dividido em 2 mundos, um é o campeonato profissional, disputado por competidores igualmente profissionais, o outro é o clandestino, mais brutal e descabido de regras. É nesse segundo que está Charlie (Jackman), um ex-boxeador de sucesso que agora ganha a vida controlando maquinas de combate. Charlie é um cara carrancudo, mal humorado, fracassado e para completar, deve para meio mundo por causa das apostas perdidas.
A chegada do menino Max (Dakota Goyo), filho de um relacionamento passageiro o garante uma boa grana, pois os tios ricos do menino lutam pela sua guarda, e Charles está disposto a abrir mão do garoto em troca de algumas verdinhas. Mas antes, precisa passar um tempo com o menino. Daqui da para imaginar bem o que vem em seguida, os dois passam por tanta coisa que acabam ficando próximos, assim como na maioria das historias que buscam moral na redenção do protagonista.
Realmente é o que acontece, mas o diferencial está na forma como este clichê é escrito e dirigido. Gigantes de aço é um filme eletrizante de tão frenético e arrepiante de tão emocionante – em outras palavras, uma quase perfeição do gênero.
A começar pelas cenas de ação, que são filmadas de maneira frenética ao melhor estilo Michael Bay, o que é uma surpresa vide que o diretor Shawn Levy nunca havia exibido antes seus dotes no gênero. As lutas são um show à parte, sempre tensas, desesperadoras e coreograficamente bem executadas.
Os personagens são desenvolvidos de forma cautelosa, a performance dos atores é inspirada, o universo fictício é descrito de maneira realista e o drama surge na história como um fator tão importante quanto a ação (É difícil não se emocionar com a cena em que Max observa chorando seu fracassado pai dando o máximo de si em uma luta crítica, ao mesmo tempo em que recorda sorridente seus tempos de glória).
E o que dizer de Atom? Um robô modelo antigo feito para levar porrada mas que passa a enfrentar gigantes na arena. Alias, ponto curioso é a forma como este andróide é tratado pelo roteiro, a ligação entre ele e Max deixa uma leve sensação de que Atom parece compreender o que os humanos dizem, parece ter vida própria, embora a suspeita nunca seja esclarecida.
| PONTOS NEGATIVOS |
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Não há ponto negativo tão gritante a ponto de denegrir o filme, mas posso citar o excesso de clichê, que torna a jornada bastante previsível - e um momento em particular, a forma como Pai e filho saem do submundo para disputar torneios oficiais é apressada, poderia ser melhor desenvolvida.
Gigantes de Aço seria um blockbuster impecável se fosse mais original, é verdade. Mas não seja por isso, dê um voto de confiança, posso garantir que não será tempo perdido.
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'Num futuro próximo, uma competição violenta na qual robôs gigantes de enfrentam é considerada o esporte favorito das pessoas. Nesse cenário, um promotor de lutas que tenta fazer sua vida pensa que encontrou uma forma de ser campeão quando encontra um robô que fora descartado. Ao mesmo tempo, durante sua escalada para o sucesso, ele descobre que tem um filho de 11 anos de idade que sempre sonhou conhecer o pai.
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Hugh Jackman ... Charlie Kenton
Dakota Goyo ... Max
Evangeline Lilly ... Bailey Tallet
Anthony Mackie ... Finn
Kevin Durand ... Ricky
Hope Davis ... Aunt Debra
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1 - Em uma clara homenagem para Rocky , o robô campeão mundial é chamado de "Zeus", enquanto em 'Rocky', o campeão é chamado de "Apollo". Na mitologia ambos são deuses.
2 - Cada um dos robôs foi construído tanto na vida real quanto em CGI.
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Nenhuma premiação adicionada
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