O Preço do Amanhã (In Time, 2011)
Gênero:
Ficção Científica
Duração:
109 min
Origem:
EUA
Distribuidora:
Fox Filmes
Direção:
Andrew Niccol
Roteiro:
Andrew Niccol
Produção:

Marc Abraham, Eric Newman, Andrew Niccol

Estréia:
28/10/2011 (EUA) 04/11/2011 (Brasil)
 
 
Por: Eduardo Maurício
07/11/2011
 

Esse definitivamente não foi o ano da ficção, apesar de algumas ressalvas como o ótimo “Sem Limites” e o bonzinho “Contra o Tempo”, o gênero passou batido em 2011, e “O Preço do Amanhã” não é aquele que vai mudar esse fato.

Apesar de incoerente, a história é interessante de fato, o erro está na execução, realizada de forma decadente, clichê e cheia de furos.

Em um futuro distante, as pessoas não envelhecem a partir dos 25 anos. O que determina sua mortalidade é um relógio biológico refletido no pulso. O dinheiro não existe mais, com isso, as pessoas são pagas com tempo. O lado ruim disso é que os pobres estão com a corda no pescoço, cada vez mais presos ao trabalho e sem tempo a perder, enquanto os ricos gozam da imortalidade em uma região nobre separada da classe baixa.

Will (Timberlake) é um jovem de 28 anos que mora no gueto, trabalhador de classe baixa, segue sua corrida e sofrida vida naturalmente, até que no mesmo dia em que sua mãe morre, recebe de um homem mais de 100 anos de vida com a condição de não desperdiçar este tempo. Will então resolve iniciar um plano de infiltração que consiste em derrubar o sistema que favorece os ricos e que pouco se importa com os muitos pobres que morrem todo o dia.

PONTOS NEGATIVOS

O filme (que à princípio me lembrou o ótimo “Gattaca”, de 1997) começou bem, embora já ignorando uma explicação valiosa: “Como diabos uma criança nasce com uma contagem regressiva no pulso?”...

No desenrolar da trama, outras dúvidas começam a pipocar:

Como os vivos conseguem viver eternamente contando unicamente com um relógio biológico? Até onde sabemos, não é mencionado nenhuma substituição de órgãos internos que impedissem o desgaste dos naturais”... Tudo bem, seguimos em frente...

Surgem então os ladrões, obviamente os caras que vagariam pelas ruas roubando tempo de vida dos cidadãos mais indefesos. Dado o caótico ambiente em que vivem, nada mais natural, se não fosse por um pequeno detalhe: para se roubar ou transferir um tempo de vida basta um aperto braçal.

Aí eu me pergunto... Não deveria existir algum tipo de senha que impedisse a transferência indevida de uma pessoa para a outra? Afinal não estamos falando só de dinheiro, mas de uma vida humana! Como algo tão tecnológico consegue ser tão desprotegido?...

Tudo bem, mais uma vez seguimos em frente.

Ai surge a personagem de Amanda Seyfriend, Sylvia, uma garota rica que acaba se envolvendo com Will. Pronto, é a gata d’água. Dois jovens bonitos, solteiros, sendo obrigados a andar juntos 24 horas por dia. Independente do que estiver acontecendo, independente do mundo estiver acabando, sempre vai haver sexo, beijos e amaços entre eles, e nos momentos mais inconvenientes possíveis - como na lamentável cena em que Will, mesmo cercado por seguranças durante uma festa de gente poderosa, bota seu “importantíssimo plano” à perder convidando Sylvia, a filha do grande chefão para tomar um banho de praia... O rapaz é muito, mas muito ousado sem noção.

Ignora-se totalmente o bom senso de tornar o roteiro crível para se aprofundar numa trama cheia de clichês, incoerência e imaturidade.

O Preço do Amanhã” é o tipo de filme que começa ganhando sua atenção, só para depois te obrigar observar sua decadência ao longo dos minutos. São poucos os momentos inspirados e o final então nem se fala, mais fraco impossível.

O triste é imaginar que em boas mãos, com uma base dessas, o resultado poderia ter sido épico! Em fim...






 

 

 

 

 

 

 


 

 


Num futuro não muito distante, o gene do envelhecimento consegue ser desativado e assim as pessoas param de envelhecer aos 25 anos de idade. Para controlar a superpopulação, o tempo se torna moeda corrente e com ela as pessoas pagam por suas necessidades e também pelo luxo. Portanto os ricos, que têm mais tempo, vivem para sempre; o resto da população precisa negociar sua imortalidade. Nesse cenário, um jovem sem muitos recursos econômicos acaba ganhando uma verdadeira fortuna em tempo, mas já é tarde demais para poder salvar a própria mãe da morte. É quando o rapaz passa a ser perseguido por uma força policial corrupta conhecida como "timekeepers".

 

 

Justin Timberlake ... Will Salas
Amanda Seyfried ... Sylvia Weis
Cillian Murphy ... Raymond Leon
Vincent Kartheiser ... Philippe Weis
Alex Pettyfer ... Fortis
Olivia Wilde ... Rachel Salas


 

1 - Na vida real, Justin Timberlake é 3 anos mais velho que Olivia Wilde, que interpreta sua mãe.

2 - Amanda Seyfried, Justin Timberlake, Olivia Wilde, e Vincent Kartheiser apareceram juntos em Alpha Dog.

 

 
Nenhuma premiação adicionada

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