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Por: Eduardo Maurício
07/11/2011 |
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Esse definitivamente não foi o ano da ficção, apesar de algumas ressalvas como o ótimo “Sem Limites” e o bonzinho “Contra o Tempo”, o gênero passou batido em 2011, e “O Preço do Amanhã” não é aquele que vai mudar esse fato.
Apesar de incoerente, a história é interessante de fato, o erro está na execução, realizada de forma decadente, clichê e cheia de furos.
Em um futuro distante, as pessoas não envelhecem a partir dos 25 anos. O que determina sua mortalidade é um relógio biológico refletido no pulso. O dinheiro não existe mais, com isso, as pessoas são pagas com tempo. O lado ruim disso é que os pobres estão com a corda no pescoço, cada vez mais presos ao trabalho e sem tempo a perder, enquanto os ricos gozam da imortalidade em uma região nobre separada da classe baixa.
Will (Timberlake) é um jovem de 28 anos que mora no gueto, trabalhador de classe baixa, segue sua corrida e sofrida vida naturalmente, até que no mesmo dia em que sua mãe morre, recebe de um homem mais de 100 anos de vida com a condição de não desperdiçar este tempo. Will então resolve iniciar um plano de infiltração que consiste em derrubar o sistema que favorece os ricos e que pouco se importa com os muitos pobres que morrem todo o dia.
| PONTOS NEGATIVOS |
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O filme (que à princípio me lembrou o ótimo “Gattaca”, de 1997) começou bem, embora já ignorando uma explicação valiosa: “Como diabos uma criança nasce com uma contagem regressiva no pulso?”...
No desenrolar da trama, outras dúvidas começam a pipocar:
“Como os vivos conseguem viver eternamente contando unicamente com um relógio biológico? Até onde sabemos, não é mencionado nenhuma substituição de órgãos internos que impedissem o desgaste dos naturais”... Tudo bem, seguimos em frente...
Surgem então os ladrões, obviamente os caras que vagariam pelas ruas roubando tempo de vida dos cidadãos mais indefesos. Dado o caótico ambiente em que vivem, nada mais natural, se não fosse por um pequeno detalhe: para se roubar ou transferir um tempo de vida basta um aperto braçal.
Aí eu me pergunto... Não deveria existir algum tipo de senha que impedisse a transferência indevida de uma pessoa para a outra? Afinal não estamos falando só de dinheiro, mas de uma vida humana! Como algo tão tecnológico consegue ser tão desprotegido?...
Tudo bem, mais uma vez seguimos em frente.
Ai surge a personagem de Amanda Seyfriend, Sylvia, uma garota rica que acaba se envolvendo com Will. Pronto, é a gata d’água. Dois jovens bonitos, solteiros, sendo obrigados a andar juntos 24 horas por dia. Independente do que estiver acontecendo, independente do mundo estiver acabando, sempre vai haver sexo, beijos e amaços entre eles, e nos momentos mais inconvenientes possíveis - como na lamentável cena em que Will, mesmo cercado por seguranças durante uma festa de gente poderosa, bota seu “importantíssimo plano” à perder convidando Sylvia, a filha do grande chefão para tomar um banho de praia... O rapaz é muito, mas muito ousado sem noção.
Ignora-se totalmente o bom senso de tornar o roteiro crível para se aprofundar numa trama cheia de clichês, incoerência e imaturidade.
“O Preço do Amanhã” é o tipo de filme que começa ganhando sua atenção, só para depois te obrigar observar sua decadência ao longo dos minutos. São poucos os momentos inspirados e o final então nem se fala, mais fraco impossível.
O triste é imaginar que em boas mãos, com uma base dessas, o resultado poderia ter sido épico! Em fim...
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Num futuro não muito distante, o gene do envelhecimento consegue ser desativado e assim as pessoas param de envelhecer aos 25 anos de idade. Para controlar a superpopulação, o tempo se torna moeda corrente e com ela as pessoas pagam por suas necessidades e também pelo luxo. Portanto os ricos, que têm mais tempo, vivem para sempre; o resto da população precisa negociar sua imortalidade. Nesse cenário, um jovem sem muitos recursos econômicos acaba ganhando uma verdadeira fortuna em tempo, mas já é tarde demais para poder salvar a própria mãe da morte. É quando o rapaz passa a ser perseguido por uma força policial corrupta conhecida como "timekeepers".
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Justin Timberlake ... Will Salas
Amanda Seyfried ... Sylvia Weis
Cillian Murphy ... Raymond Leon
Vincent Kartheiser ... Philippe Weis
Alex Pettyfer ... Fortis
Olivia Wilde ... Rachel Salas
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1 - Na vida real, Justin Timberlake é 3 anos mais velho que Olivia Wilde, que interpreta sua mãe.
2 - Amanda Seyfried, Justin Timberlake, Olivia Wilde, e Vincent Kartheiser apareceram juntos em Alpha Dog.
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Nenhuma premiação adicionada
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