
Após 40 e poucos anos preso, Boris: o animal (um vilão até então inédito na franquia) foge de uma base lunar e vem a terra para se vingar do agente K (Tommy Lee Jones) por ter lhe arrancado o braço. Para vencer seu rival e de quebra recuperar o braço, Boris volta no tempo, na mesma data em que tudo ocorreu. Ao concluir seu objetivo, o presente é alterado e o agente K consequentemente deixa de existir. J (Will Smith) por alguma razão ainda lembra do parceiro, e para impedir que uma invasão alienígena (que teria sido evitada se K estivesse vivo) destrua a terra, resolve voltar no tempo para salvá-lo.

A última lembrança é a que fica
Algumas continuações são feitas simplesmente para corrigir erros do passado, e assim como assumiu o próprio Will Smith, Homens de Preto 3 veio para tirar o mal gosto que o segundo deixou.
Para a alegria dos simpatizantes, o filme está na média - é divertido, leve, e se você for uma pessoa de fácil entretenimento, pode incluir engraçado na lista. Não chega a superar o primeiro, mas consegue com folga superar o segundo.
Nojentos, mas bonitos
Homens de Preto 3 não é tudo aquilo que estava prometendo, mas pelo menos no quesito técnico não há muito o que reclamar, principalmente se estivermos falando do trabalho de maquagem do grande Rick Baker, envolvido com a franquia desde 1997 quando lançaram o primeiro filme.
Sem fugir dos padrões, temos aqui uma maquiagem que impressiona, e embora soe artificial na maior parte do tempo, não deixa de ser divertido, criativo e ao mesmo incoerente ver aqueles seres esquisitos desfilando no filme, destaque principalmente ao vilão Boris (Jemaine Clement), as cenas com esse cara arrepiam.

Não se preocupe, algo vai amortecer a queda
Sempre que os agentes J e K são arremessados ou despencam de alguma altura colossal, são salvos por algo ou alguma coisa - portanto, não é de se estranhar o fato de estarem sempre despreocupados quando caem de alturas enormes, são atacados por aliens monstruosos ou arremessados de cima de um prédio, o roteiro sempre acaba salvando eles de maneira bastante improvisada.
Sei que desde sua criação a franquia nunca adotou uma temática realista, mas um pouco mais de seriedade seria muito bem vindo.
Senhores, um minuto da sua atenção, por favor... (flash)
Não tem como finalizar esta crítica sem alertar - este é o tipo de filme que ao término, num passe de mágica, começa a desaparecer das suas lembranças. É como se o neuralizador (aquela objeto que emite um feixe de luz e apaga a memória) fizesse efeito sobre nós.
O filme é tão genérico que após a primeira semana, você vai se esquecer dele assim como já se esqueceu do segundo.
É uma pena que nem Will Smith, nem a ótima performance de Josh Brolin e nem o carisma do misterioso E.T Griffin tenham pesado na balança contra o roteiro fraco de Etan Cohen. Cá pra nós... um filme como Homens de Preto, que praticamente redefiniu um gênero merecia uma franquia melhor, não acha?
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